15.8.12

Laboratório de Design de Apresentação

Uma oportunidade maravilhosa de troca de experiências e de aprendizado, o curso de design de apresentações da La Gracia agora resolveu assumir a sua essência de laboratório.

Durante o curso, você desperta habilidades que temos que usar quando fazemos apresentações, porém, não tivemos preparo quando estávamos na escola ou universidade.

Design é uma delas. Apesar de todos nós estarmos envoltos com as "últimas tendências do design" em nossos móveis, roupas, carros, muitos nunca pararam para pensar o que realmente significa o termo e quais os conceitos desenvolvidos por escolas como Bauhaus, que nos ajudam a alcançar uma estética atraente, clean e funcional. Essa é uma das habilidades trabalhadas no curso.

Na minha visão, o mais legal mesmo é que rola uma troca de experiências incrível. O pessoal já sai da aula doido pra usar tudo o que aprendeu. E no final do curso, todos tem que fazer um projeto e apresentar para a sala, com gravação e roda de feedback dos professores e participantes.

Vale muito a pena!

27.1.12


Artigo muito interessante sobre criatividade Por Sérgio Navega.


Por Que Criatividade é tão importante? Será que todos nós somos criativos? É algo que vem de berço ou se aprende? Pode ser cultivada, incentivada? Dá para ser Criativo em uma Empresa não Criativa? O que é afinal Criatividade?
São muitas perguntas, grande parte delas com várias respostas possíveis, e nenhuma resposta pode ser considerada a "melhor". Criatividade é o típico conceito que resiste a definições e durante muito tempo temos visto aparecer diversos livros e manuais tentando apresentar visões pessoais (e algumas vezes idiosincráticas) sobre o assunto. Nosso enfoque neste pequeno artigo é mostrar que Criatividade pode ser encarada de uma maneira bastante diferente das tradicionais e que essa forma é mais fundamentada do que muitas outras alternativas.

Criatividade de Vários Pontos de Vista
Quando a coisa é difícil de definir ou entender, um exercício interessante é observá-la sob diversos ângulos. É o que faremos aqui, através de enfoques bastante distantes um do outro. Todos tentam iluminar a questão "O que é Criatividade?".
Sob o ponto de vista humano
Criatividade é a obtenção de novos arranjos de idéias e conceitos já existentes formando novas táticas ou estruturas que resolvam um problema de forma incomum, ou obtenham resultados de valor para um indivíduo ou uma sociedade. Criatividade pode também fazer aparecer resultados de valor estético ou perceptual que tenham como característica principal uma distinção forte em relação às "idéias convencionais".
Sob o ponto de vista cognitivo
Criatividade é o nome dado a um grupo de processos que procura variações em um espaço de conceitos de forma a obter novas e inéditas formas de agrupamento, em geral selecionadas por valor (ou seja, possuem valor superior às estruturas já disponíveis, quando consideradas separadamente). Podem também ter valor similar às coisas que já se dispunha antes mas representam áreas inexploradas do espaço conceitual (nunca usadas antes).
Sob o ponto de vista neurocientífico
É o conjunto de atividades exercidas pelo cérebro na busca de padrões que provoquem a identificação perceptual de novos objetos que, mesmo usando "pedaços" de estruturas perceptuais antigas, apresentem uma peculiar ressonância, caracterizadora do "novo valioso", digno de atenção.
Sob o ponto de vista computacional
É o conjunto de processos cujo objetivo principal é obter novas formas de arranjo de estruturas conceituais e informacionais de maneira a reduzir (em tamanho) a representação de novas informações, através da formação de blocos coerentes e previamente inexistentes.
Como quase todas as definições, estas são opacas e difíceis de entender, mas servem para demonstrar como é vasto o repertório de idéias que podem ser postas em conjunto para tentar explicar o que é o fenômeno criativo. Há, no entanto, uma grande tendência em se "assustar" com essas idéias e dessa forma evitar compreendê-las, ficando com aquelas noções batidas de "preparação, incubação, insight". Não temos espaço neste artigo para mostrar porque essas idéias velhas não vão muito longe. Basta dizer que a grande maioria dos autores de livros e manuais de Criatividade se contentam em expor "técnicas" com variações dessas estratégias e com isso parecem se satisfazer com as idéias que historicamente tem sido usadas para explorar esse assunto. No mínimo, isto pode ser dito como muito pouco criativo da parte deles. Temos que ser criativos para pensar sobre criatividade.
Propomos pensar sobre Criatividade a partir de outro enfoque: para ser mais criativo, temos que entender porque o cérebro humano é naturalmente criativo, porque as crianças são espontaneamente criativas.
Temos que compreender como funciona a mente humana, em seus aspectos mais cognitivos e perceptuais, não através de "chutes" sobre como pensamos, mas sim através do acompanhamento criterioso das descobertas científicas acerca da mente e do cérebro humanos. Nunca houve tantas informações sobre esse assunto quanto tivemos nos últimos dez anos.
Criatividade Auxilia Percepção e Vice Versa
A Ciência Cognitiva estuda, entre outras coisas, como o cérebro humano desenvolve progressivamente sua capacidade perceptual. Uma criança aprende com o tempo a perceber expressões faciais de seus pais quando eles estão, por exemplo, zangados ou impacientes. A percepção é uma atividade contínua do cérebro e para identificar os diversos objetos e eventos que uma criança tem que lidar, muito de seu aprendizado depende de correlacionar coisas que acontecem em frente a seus olhos, ouvidos e mãos. Para executar essa correlação a criança precisa ser ativa, precisa interagir com o ambiente e testar seus limites, precisa verificar se aquilo que aconteceu ontem também vai acontecer hoje. Isto é, na essência, um dos procedimentos fundamentais da Criatividade, o desenvolvimento (através de testes e observação) de uma capacidade perceptual apurada através da atitude ativa.
Com o tempo, a criança se desenvolve e vai querer atingir novos objetivos.
Agora ela já está mais apta a atuar sobre o mundo e teve tempo de desenvolver um aparelho perceptual suficientemente poderoso para ajudá-la na tentativa de satisfazer seus anseios. Um deles pode ser, por exemplo, alcançar aquele bolo que está ali sobre a mesa. Sua percepção lhe informa que um banquinho próximo à mesa lhe daria suporte para quase alcançar o topo dela. Falta apenas um pouco mais. Então, sua criatividade vai impeli-la a observar ao redor e ver se há algo mais que possa lhe "fornecer" o tipo de suporte de que necessita para elevá-la além da altura do banco. Ao encontrar uma caixa de brinquedos, um "estalo" ocorre: se colocada sobre o banquinho, isto lhe permitirá atingir a mesa e assim saborear o bolo.
Este ato criativo no caso da criança tem dois componentes que eu gostaria de destacar. O primeiro é a solução inovadora (a criança não "sabia" desta solução, ela a concebeu, principalmente porque sua percepção "juntou partes"). Mas há também o fator "risco", pois qualquer adulto que estivesse presente iria desincentivar a criança porque talvez a caixa de brinquedos sobre o banquinho fosse instável e assim a criança poderia cair. Temos aqui dois itens que influenciam bastante a criatividade:
1) A necessidade de um lado (em conjunto com a habilidade perceptual) fornecem impulso positivo para o desenvolvimento de soluções criativas. Para ser criativo, devemos ter claro em nossa mente o objetivo (mesmo que vago e incerto) que queremos atingir.
2) A crítica dos pais fornece reforço negativo (neste caso, apropriado), pois há a imposição de uma regra que "corta" o fluxo criativo de pensamento (essa regra, na verdade, só tem significado para os pais, para a criança não significa nada, pois ela não sabe do perigo de cair de apoios instáveis, só irá aprender quando cair uma vez).
Obviamente, a regra dos pais é bem-vinda pois evita um acidente desagradável. Mas se os pais não esclarecem à criança o porquê da regra, isto fará sobrar em sua pequena mente apenas a parte negativa da regra, aquela que tolhe a iniciativa sem dizer qual a causa disso.É fundamental que todos nós entendamos o porquê das coisas.
Quando adultos, mantemos boa parte dessas restrições impostas sem explicação em nossas cabeças.
Elas nos colocam regras, normas, procedimentos, padrões, bloqueios que agem como os pais originais agiram em relação à criança. À primeira vista, isto pode parecer tão útil quanto a situação original da criança: as regras e procedimentos foram desenhados porque eles deram certo no passado  (evitam quedas dolorosas). As regras que nos ensinaram na escola e na faculdade também tiveram certo cuidado em sua confecção. Então como justificar a criatividade (quebra de regras) neste caso? Vamos nos concentrar agora no porque é necessário quebrar regras.
Criatividade e Expansão de Potencialidade
A grande diferença entre as regras dos pais em relação à criança e as regras e procedimentos aprendidos na faculdade e no trabalho em relação aos adultos vem do fato de que os pais da criança estão totalmente certos de que há um risco alto em se apoiar em uma caixa de brinquedos instável. Já as regras dos adultos são apenas coisas que funcionaram bem até hoje. Entretanto, não há ninguém que consiga justificar porque elas irão funcionar bem amanhã (isto é parte de uma discussão filosófica sobre a justificação de procedimentos indutivos). Além disso, se a regra é apresentada a nós sem nenhuma explicação convincente, então ela pode ter sido desenvolvida por força de generalizações imperfeitas. O mundo evolui, descobrimos novas coisas a todo o instante. Confiar cegamente nas regras antigas significa desprezar o potencial criado pelas descobertas recentes.
Esta é mais uma das observações que fazemos para justificar porque temos que entender as coisas. Não basta sabermos sobre fatos, temos que captar a essência de suas interligações. Em outras palavras, em vez de ensinar a nossas crianças o nome dos afluentes do rio Amazonas (e de cobrar esses nomes em provas, valendo nota!), elas deveriam ser expostas ao ciclo de eventos que ocorrem por causa da chuva, deslocamento de águas dos rios para os mares e posterior evaporação.
Esse conhecimento (conhecimento causal) é muito mais importante do que nomes e dados factuais, pois permite a pessoa pensar sobre as coisas e usar o pensamento para melhorar sua vida (via criatividade!).
Há utilidade também em dividirmos a criatividade em duas áreas (como faz Margaret Boden): a criatividade psicológica, na qual aquilo que é inventado é novidade para a pessoa, mas não para a humanidade (ou seja, alguém já fez isso no passado) e a criatividade histórica, na qual a criação é inédita em termos universais. As crianças tem em geral criatividade psicológica, é novo para elas mas já foi feito muitas vezes no passado. Mas como adultos em geral estamos à cata de criações históricas, coisas que nunca foram tentadas (ao menos na exata situação contextual em que estamos). Portanto, estamos à procura justamente de criações para as quais não existem regras definidas previamente, ou seja, as regras atuais não valem. Entende porque temos que quebrar regras?
Portanto, Criatividade serve muito para explorarmos o desconhecido, e para isso precisamos ter em mente que frequentemente vamos errar. Tentar e errar faz parte do processo criativo e um dos pontos básicos para ampliarmos nosso potencial criativo é justamente reconsiderar nosso "medo" de errar, talvez transformando a palavra em "testar".
Veja que a cada "teste" malsucedido que fazemos conseguimos novos elementos para nosso aparelho perceptual (mais ligações de causa/efeito, mais identificação de correlações, mais micro-regras unindo partes do problema a outras partes, mais conhecimento sobre partes montando um todo, etc). Por isso se diz que muito se aprende com os erros. Eles enriquecem nossa percepção de forma que possamos ter melhores chances de simular o mundo em nossas mentes em futuras situações.
Criar é Ter Inteligência Para Simular
Uma das características mais marcantes dos "seres inteligentes" que habitam este planeta é a habilidade de aprender e antever consequências de atos imaginados. Isto nos permite fazer "modelos" do mundo. Conseguimos "rodar" um programa simulador em nossa mente. Uma criança desde cedo aprende a entender o que significa a força da gravidade e a partir daí irá ganhar uma forma virtual de testar mentalmente uma determinada ação física, verificando se ela é segura ou não antes de executá-la. As crianças acabam descobrindo que se colocar o dedinho no fogo a consequência é dor lancinante. Depois disso, elas podem antever a consequência do ato de estender seu dedinho mental no fogo virtual e sentir assim o efeito virtual correspondente, sem ter que passar pelo efeito físico.
Passamos boa parte de nossa vida aprendendo como melhorar nossa simulação do mundo exterior. Modelamos o mundo físico, modelamos as emoções das pessoas com as quais convivemos, modelamos a empresa em que trabalhamos, o governo, nossos vizinhos, nosso carro, o trânsito, etc. Boa parte de nosso raciocínio é meramente uma simulação de grandes cadeias causais (isto causa aquilo que causa aquilo...). Podemos dizer que essa sequência de inferências são representantes das "regras" que usamos no dia-a-dia, equivalentes às regras mais simples como aquela que diz que quando vou atravessar uma rua, devo olhar para os dois lados. Essa regra é tão forte que chega ao caráter de comportamento condicionado. Tudo isto é muito, muito útil, pois poupa-nos tempo, automatiza procedimentos rotineiros, aumenta nossas margens de acerto e evita erros fatais. Há poucas (se é que há alguma!) vantagem em ser criativo no atravessar a rua.
Mas há um lado ruim dessa tática: essas regras também nos fazem ficar acomodados e por isso evitamos procurar novas possibilidades. Para sermos criativos, temos que estar dispostos a quebrar (mesmo que apenas mentalmente) várias dessas sequências pré-programadas e dessa forma rodar nossa simulação do mundo com um conjunto alterado de regras. Mas para que mesmo fazer isso? Vamos rever essa idéia.
O Estalo Perceptual
Aposto que todos os leitores já ouviram falar (ou mesmo já tiveram) o famoso "aha!" ou o "eureka". São expressões que exprimem o momento em que as coisas se "encaixam" de um jeito ideal mostrando seu valor imediatamente. Chamo a isso de "estalo perceptual". Por que?
Porque esse estalo aparece devido ao nosso treinamento perceptual para reconhecer coisas valiosas. Quando as coisas se juntam, há um momento onde identificamos uma espécie de "objeto" como se tivessemos reconhecido a face de um velho amigo que não vemos há muito tempo. Na realidade, em termos neurocientíficos é exatamente isso o que ocorre. Essa é uma atividade essencialmente cognitiva e que mostra a importância de cultivarmos habilidades perceptuais.
Ainda há muito a se falar sobre este tópico e caso você esteja interessado em maiores informações, você pode me contatar no e-mail abaixo. Veja também a página do meu seminário sobre criatividade que trata desses assuntos com maior profundidade, em especial como podemos fazer para alterar as regras que conhecemos e assim obter maiores chances de estalos perceptuais.
Nós humanos somos os únicos seres inteligentes deste planeta capazes de uma profunda auto-reflexão. Para ser mais criativos, temos que levar esse auto-conhecimento um passo adiante. Temos que conhecer como funcionam nossos cérebros para poder não apenas nos deleitar com esse conhecimento, mas também para potencializar nossas capacidades e assim ampliar o alcance de nossas melhores intenções humanísticas.

Referências
Boden, Margaret A. (1994) What is Creativity?, in Dimensions of Creativity, M. A. Boden (editor) MIT Press 1994.
Brandimonte, Maria A.; Gerbino, Walter (1996) When Imagery Fails: Effects of Verbal Recoding on Accessibility of Visual Memories, in Stretching the Imagination, Cornoldi, Cesare (et al.) (editors) Oxford University Press.
Dominowski, Roger L.; Dallob, Pamela (1995) Insight and Problem Solving, in The Nature of Insight, Sternberg, Robert (editor), MIT Press.
Escher, M. C. (1994) The Graphic Work. Barnes & Noble Books.
Glassman, William E. (1995) Approaches to Psychology. Open University Press.
Hofstadter, Douglas (1989) Gödel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid. Vintage Books, NY.
Holyoak, Keith; Thagard, Paul (1995) Mental Leaps, Analogy in creative thought. MIT Press.
Johnson-Laird, Philip N. (1988) The Computer and the Mind. Harvard University Press.
Kaku, Michio (1994) Hyperspace. Oxford University Press.
Kellman, Philip J.; Arteberry, Martha E. (1998) The Cradle of Knowledge. MIT Press
Mayer, Richard E. (1995) The Search for Insight: Grappling with Gestalt Psychology’s Unanswered Questions, in The Nature of Insight, Sternberg, Robert (editor), MIT Press.
Navega, Sergio C. (1998) Artificial Intelligence as Creative Pattern Manipulation: Recognition is not Enough (paper available from the author: snavega@attglobal.net)
Navega, Sergio C. (1998) Artificial Intelligence, Children Education and the Human Brain (paper available from the author: snavega@attglobal.net)
Newell, Allen (1981) The Knowledge Level. AI Magazine 2(2) 1981.
Parker, Sybil P. (editor) (1992) Concise Encyclopedia of Science & Technology. McGraw-Hill, Inc.
Perkins, David N. (1994) Creativity: Beyond the Darwinian Paradigm, in Dimensions of Creativity, M. A. Boden (editor) MIT Press 1994.
Seifert, Collen M. (et al.) (1995) Demystification of Cognitive Insight: Opportunistic Assimilation and the Prepared Mind, in The Nature of Insight, Sternberg, Robert (editor), MIT Press.
Sekuler, Robert. Sensory Processes Course. Brandeis University.
Silvers, Robert (1997) Photomosaics. Henry Holt and Company, NY.
Tufte, Edward R. (1997) Visual Explanations, Images and Quantities, Evidence and Narrative. Graphic Press, Connecticut.
Weisberg, Robert W. (1988) Problem Solving and Creativity, in The Nature of Creativity, Sternberg, Robert (editor). Cambridge University Press.


20.12.11

Nada resume melhor o que somos do que nossas histórias.
A partir delas deixamos ao mundo a nossa marca.


Uma homenagem especial aos pais, avós e amigos que fazem
parte de nossas histórias. 

Por Ana, Camila, David, Fernando, Flavio, João, Joyce, Juarez, Luiz, Maiara, Rafael, Raphaela e Pipoca.



La Gracia Design, agência de design de apresentações, especialista em valorizar e perpetuar suas histórias.

1.11.11


Ultimamente, tenho ouvido falar muito de storytelling e isso vem afetando muitas ideias por aí. Tanto buzz algumas vezes gera impressões erradas sobre o assunto e quando falamos da mídia “apresentações”, essas impressões acabam afetando ainda mais, porque é um universo perfeito para se contar histórias: você tem um narrador e a mídia, que faz o papel de telão para os pensamentos.
Alguns clientes chegam e falam: então, eu queria usar esse tal de storytelling, vocês fazem?
Se você der uma garimpada por aí, vai perceber que os nossos ancestrais já faziam storytelling nas paredes das cavernas. A arte de contar histórias na verdade não é nada novo, só ganhou uma nomenclatura chique.  Talvez essa necessidade urbana de ser o primeiro, de estar na moda, de estar antenado e ser moderno, traga essa ansiedade sobre esse tipo de novidade.
Não que eu ache ruim as pessoas se interessarem sobre o assunto, muito pelo contrário. Com certeza, as apresentações ganham muito com isso, afinal, ficam menos chatas e mais interessantes. Mas antes de usar o storytelling para suas apresentações, algumas dicas são importantes e podem ajudá-lo a evitar constrangimento:

Em apresentações, o tempo não é algo que você ganha, mas sim, que conquista.
Você tem uma reunião decisiva, 5 minutos para vender uma ideia para o presidente da empresa e precisa de alguns slides para mostrar resultados. Cabe uma história?
Muita gente sabe que é possível contar uma história em 30 segundos, mas se você começar, dentro dessa situação, a contar sua historinha, meu amigo, é muito capaz de você nem chegar ao final dos seus 5 minutos.
Para esse presidente, saber qual o benefício que “ele” ou “a sua empresa” terá com a sua ideia é a coisa mais importante. Então, é mais interessante para você ir direto ao ponto. Se você conseguir convencê-lo que a sua ideia trará um benefício claro para ele, provavelmente você ganhará “mais tempo” para contar a sua história.
E isso serve para qualquer ouvinte. As pessoas na verdade só estão interessadas naquilo que trazem algum benefício a elas. Essa é uma das melhores formas de começar uma apresentação.

Faça uma análise detalhada do terreno a ser pisado. 
Imagine que você vai mostrar os números da companhia para um cliente e, para isso, conta uma história transformando os números em personagens que cresceram ao longo dos anos e chegaram onde estão hoje, após passar por muitas dificuldades. Além disso, você contrata uma empresa de apresentação para criar um visual “show”, que com certeza irá causar uma impressão incrível no cliente!
Será? Pode agradar? Sim… não… depende, você conhece bem o seu cliente? Viu se ele tem o perfil que você está esperando? Além disso, você tem que estar preparado para ouvir um: Você veio aqui para brincar ou para tratar de negócios? 
Saber onde está pisando é fundamental para não passar apuros durante a exposição. Na maioria das vezes, um visual simples, clean, com a exposição clara dos fatos resolve muito melhor, principalmente se o assunto é de ordem financeira.

Processos e sistemas só são legais para os técnicos.
Vamos supor que você precisa mostrar dados sobre o desempenho do seu departamento para seu diretor. Para isso, você cria uma história mostrando todo o processo porque passaram para chegar lá e, no fim, mostra os resultados.
Há um grande risco de você ter sua reunião cortada no meio por ligações importantes ou mesmo, por novas reuniões que não estavam previstas.
Processos e sistemas só são interessantes para os técnicos especializados no assunto. Para uma apresentação de desempenho, o próprio nome já diz: mostre os desempenhos. Você pode até preparar alguns slides ocultos sobre o processo, porque se você conseguir mostrar resultados interessantes, pode acontecer do seu diretor se interessar pelo processo durante a apresentação.

A história pode ser o meio, mas não o fim.
Melhorar a maneira de contar histórias com certeza nos ajuda a ordenar o conteúdo de um jeito mais interessante, viralizar o assunto e encantar o público. O problema é tornar isso mais importante do que o grande objetivo que você tem ao transmitir a informação.
  1. A história não é sua e sim do seu público. Em apresentações, uma boa história traz vantagens e benefícios para o público em primeiro lugar e isso tem que estar muito claro e organizado. As vantagens e benefícios funcionam bem no início e no final da história, primeiramente para conquistar a atenção e no final, para reforçar a ideia e gerar lembrança.
  2. A história deve ser fácil para o seu público entender, mas não deve ser fácil para você desenvolver. Quando mais tempo você gastar pensando na organização do seu conteúdo e nas ferramentas que usará para enriquecer a sua história, mais oportunidades você vai criar para que ela seja um sucesso.
  3. Tenha claro o objetivo principal e faça tudo girar em torno dele, com simplicidade. As melhores histórias que já ouvimos são aquelas que tem um objetivo principal, seja a menina chegar na casa da vovó doente para entregar os doces, seja mostrar os resultados da empresa para mostrar que você é competente e merece estar onde está. Na verdade, o objetivo principal está sempre escondido atrás do objetivo aparente. Ao encontrar o objetivo principal, fica mais fácil buscar argumentos e ferramentas para enriquecer o seu conteúdo e, enfim, conquistar o seu objetivo. 

Usar histórias realmente aumenta o interesse e ajuda a mostrar as informações, mas use-as quando você realmente tiver a certeza de que irão contribuir com o seu objetivo principal.
Uma história usada em lugar indevido pode:
  • Chamar mais a atenção do que o seu objetivo principal;
  • Passar a sensação “forçada” de que você só criou uma história para disfarçar um conteúdo fraco;
  • Tomar um tempo precioso que poderia ser melhor aproveitado a seu favor.

Concluindo, se usar storytelling seja short e leve as dicas abaixo na bagagem:
  • Vasculhe o terreno para adequar o conteúdo ao seu público;
  • Envolva o público com benefícios claros e focados nele;
  • Simplifique a sua ideia com foco no verdadeiro objetivo da sua apresentação;
  • Tenha em mente viralizar a informação e gerar lembrança por meio de ideias claras e bem organizadas;
  • Tenha claro: o seu objetivo não é entreter e sim, vender sua ideia e fechar o negócio.
Espero que essas ideias ajudem-no em sua próxima apresentação.
Obrigada à Camila Laguzzi e ao Luis Beltrami, pelas contribuições e pitacos.

15.8.11

Curso de Design de Apresentação

Inscrições até 30 de abril! Não percam!!!!

Em parceria com a Cuca, Escola de Criativos, a La Gracia Design está lançando pela primeira vez em público o seu curso corporativo, que ajuda pessoas a melhorarem suas apresentações.

Do roteiro à maneira de apresentar, em 14 horas você aprende a melhorar suas apresentações.

O curso de Design de Apresentação é formado por 5 módulos: PowerPoint, Roteiro, Design, Conceituação visual e Coaching.

Através de aulas práticas e dinâmicas, o curso irá ajudá-lo a perceber como utilizar o design para transmitir informações de maneira mais eficaz.

Já ministrado em grandes empresas, tais como: Roche, Ticket, Banco do Brasil Seguros, QG Propaganda, RaeMP e Qualibest, esse treinamento já ajudou mais de 100 pessoas a melhorarem suas apresentações do dia-a-dia.

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Perfil dos alunos: Universitários, designers, planejadores, comunicadores, empresas de pesquisa, agências de propaganda, palestrantes, executivos, assistentes, estagiários, ou seja, qualquer pessoa que precisa fazer uma apresentação está dentro do perfil do curso.

Basta ter vontade de aprender e já ter aberto o PowerPoint pelo menos algumas vezes na vida, mesmo que os de versões mais antigas (2003/2007).

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Quem já fez, fala:

“Você deixa se preocupar com alguns detalhes para olhar o que realmente importa: os resultados de sua apresentação. Investindo menos tempo na montagem, você consegue olhar com mais calma para o macro.” - Douglas Inoue, Qualibest

“Hoje me sinto totalmente segura ao montar uma apresentação do começo ao fim, utilizando todos os recursos.” - Monica Bandeira, QG Propaganda.

“Entendi a real função do PPT durante uma apresentação e de como deve ser a postura do apresentador. Ter uma apresentação melhor mostra que nos preocupamos com a qualidade do que oferecemos, que somos criativos e me ajuda a apresentar a proposta com muito mais segurança para o cliente.” Patricia Carbonell, Perspectiva Comunicação.

30.6.11

Mediadores

LaGracia Design em ação