Você com certeza já assistiu alguma apresentação onde os slides são mais animados que o apresentador? Títulos surgem de todos os lados, gráficos pipocam na tela com cores empolgantes, bullet points vão sendo escritas uma a uma, com efeitos de frear, bater à maquina e tudo mais.
Mas será que essas animações são realmente necessárias ou só atrapalham?
Stephen Mahar e seus colegas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) resolveram responder a essa questão. Para isso, eles estudaram as apresentações feitas com o PowerPoint. Abaixo, os resultados dessa pesquisa:
Introdução gradual de conceitos
Segundo o estudo, publicado no International Journal of Innovation and Learning, os professores usam essa opção regularmente por acreditarem que ela melhora o processo de aprendizado dos estudantes ao permitir a introdução gradual de conceitos.
Mas não foi isso o que os pesquisadores verificaram. Segundo a pesquisa, as aulas e palestras acompanhadas de apresentações animadas impactam negativamente no aprendizado dos estudantes.
Para testar suas hipóteses, os cientistas fizeram duas versões de uma apresentação em PowerPoint. As duas apresentações diferiam unicamente na presença de animações para apresentar os conteúdos de forma incremental. Eles então deram aulas para estudantes voluntários usando as duas apresentações e testaram a compreensão que eles tiveram do conteúdo da aula.
Apresentações estáticas são melhores do que as animadas
A equipe descobriu uma diferença marcante no desempenho médio dos estudantes, com aqueles que viram a apresentação sem animação saindo-se muito melhor nos testes do que os que assistiram a aula que utilizou a apresentação animada. Os estudantes foram capazes de se lembrar muito melhor do conteúdo dos gráficos estáticos.
O uso de slides animados para apresentar o conteúdo da aula incrementalmente de fato exige uma concentração muito maior, o que torna difícil lembrar seu conteúdo. O efeito é o mesmo de reduzir o tempo total de exposição do slide completo.
Animação = distração
Embora os estudantes pareçam gostar do uso de animações de PowerPoint nas aulas, agora há uma evidência consistente de que a animação nada mais é do que uma distração, que atrapalha a retenção das informações.
Os cientistas destacam que seu estudo foi aplicado somente ao ensino de conceitos novos. É possível que o ensino de uma técnica possa funcionar melhor com as animações, em vez dos slides estáticos. Essa possibilidade será estudada na próxima etapa da pesquisa.
Fonte: Diário da Saúde
18.12.09
12.12.09
25 anos de PowerPoint por Max Atkinson

Se você trabalhou em um escritório no mundo ocidental nos últimos 25 anos, provavelmente deve ter se sentado ao menos uma vez para ver uma apresentação em PowerPoint. Mas é incrível que após 25 anos, isso ainda pode ser tão chato.
Onde moram os problemas? Porque o PowerPoint ainda é tão mal utilizado?
Max Atkinson, autor do livro "Speech-making & Presentation Made Easy" e um dos maiores críticos do programa, escreveu um artigo sobre os 25 anos do PowerPoint no BBC News em agosto desse ano. Acho que vale aqui levantar alguns pontos deixados por ele.
"Nos últimos 25 anos, perguntei a centenas de pessoas quantas apresentações de PowerPoint elas viram que trouxeram algo realmente inspirador e entusiasta. A maioria luta para chegar a um único exemplo e as mais otimistas respostas que eu ouvi foram: "duas".
"Quanto menos e mais simples os slides são, mais fácil será para manter a plateia atenta."
"Se há somente texto na tela, as pessoas vão tentar ler e ouvir ao mesmo tempo - e não vão conseguir fazer nem um nem o outro muito bem."
"Se a fonte é muito pequena pra ler, a plateia vai se irritar tentando ler. Também não ajuda nada quando o palestrante diz: 'Como vocês podem ver' ou 'vocês provavelmente não vão conseguir ler este'.
"Projetar um slide após o outro pode até fazer com que pareça que você preparou a apresentação. Mas se você não tiver planejado de verdade o que vai dizer, vai ter que improvisar e isso pode fazer sua plateia desligar. Evitar isso exige um planejamento cuidadoso. Faça isso antes de pensar em slides e você não vai precisar muitos deles - e os que você decidir usar vão ter a função de te ajudar a esclarecer as coisas para o público, ao invés de apenas recordar o que você vai dizer em seguida."
"Bullet points podem parecer uma ajuda visual interessante para a maioria, mas falar e ouvir são fundamentalmente diferentes de escrita e leitura."
"O problema é que o PowerPoint torna tão fácil colocar textos e informações numéricas em slides que conduz os apresentadores na crença equivocada de que todos os detalhes serão transmitidos com sucesso através do ar no cérebro da plateia."
"Um executivo da Microsoft afirmou recentemente que as melhores apresentações de PowerPoint que ele tinha visto não tinham nenhum bullet point."
"O que me surpreende é que o modelo padrão convida os usuários a elaborar listas de bullet points, quando os principais benefícios do programa encontra-se na criação de imagens."
Leia a entrevista inteira aqui.
28.11.09
PES - Stop motion referência
Pra quem gosta de animação, esses caras já são referência em ideias criativas e totalmente inovadoras no mundo do stop motion.
Várias empresas como Bacardi e Orange, já contrataram seus virais.
Vale a pena fazer uma visita na página deles no You Tube.
Várias empresas como Bacardi e Orange, já contrataram seus virais.
Vale a pena fazer uma visita na página deles no You Tube.
25.11.09
Divida conhecimento e ganhe auto-estima.
Ao fazer uma apresentação, é básica a necessidade de fazer com que as pessoas se lembrem do que foi dito. Por isso, o apresentador se prepara, lê, relê, organiza as informações de maneira a ser melhor compreendido e destaca as informações mais importantes.
Depois de todo esse trabalho, muitas vezes ocorrem perguntas tais como: Será que eles vão gostar? Será que vão prestar atenção? Será que vão entender a minha idéia?
Como sempre, estamos muito preocupados com o que o outro vai pensar e deixamos de nos preocupar com o que realmente importa. As questões aqui deveriam ser de dentro pra fora e não de fora pra dentro: Será que a minha apresentação está fácil de entender? Como eu posso fazer melhor? Será que eu estou realmente entregando algo que vai fazer diferença para as pessoas? Será que eu estou contribuindo com algo?
Pare de pensar sobre sucesso ou fracasso, sobre ganhar ou perder, sobre conseguir ou não conseguir. Pense que, ao fazer uma apresentação, você está dividindo uma informação, um pensamento com alguém, está deixando sua contribuição e cumprindo o que se propôs a fazer. Ou seja, não é sobre o outro, é sobre você com você mesmo.
Não se compare com o outro, não existe melhor ou pior, existem histórias diferentes.
Simplesmente faça a sua parte, você poderá ver que, dessa maneira, a sua auto-estima será fortalecida e você terá a certeza que deu o melhor de si.
Depois de todo esse trabalho, muitas vezes ocorrem perguntas tais como: Será que eles vão gostar? Será que vão prestar atenção? Será que vão entender a minha idéia?
Como sempre, estamos muito preocupados com o que o outro vai pensar e deixamos de nos preocupar com o que realmente importa. As questões aqui deveriam ser de dentro pra fora e não de fora pra dentro: Será que a minha apresentação está fácil de entender? Como eu posso fazer melhor? Será que eu estou realmente entregando algo que vai fazer diferença para as pessoas? Será que eu estou contribuindo com algo?
Pare de pensar sobre sucesso ou fracasso, sobre ganhar ou perder, sobre conseguir ou não conseguir. Pense que, ao fazer uma apresentação, você está dividindo uma informação, um pensamento com alguém, está deixando sua contribuição e cumprindo o que se propôs a fazer. Ou seja, não é sobre o outro, é sobre você com você mesmo.
Não se compare com o outro, não existe melhor ou pior, existem histórias diferentes.
Simplesmente faça a sua parte, você poderá ver que, dessa maneira, a sua auto-estima será fortalecida e você terá a certeza que deu o melhor de si.
19.11.09
3.11.09
Esteja aqui, agora!
Em seu livro "Apresentação Zen", Garr Reynolds inicia o capítulo de "Performance" com a frase: "Esteja aqui agora. Esteja em outro lugar mais tarde."
Pode não parecer complicado, mas talvez essa seja uma das maiores dificuldades do ser humano, estar onde seu corpo está. A nossa mente não dá folga, o tempo todo estamos pensando "em outro lugar", que não aquele em que estamos de verdade.
Todas as artes orientais com suas técnicas de relaxamento - yoga, meditação - nos ensinam a prestar atenção no que estamos fazendo e a estarmos presentes onde nosso corpo está.
Filósofo, estudante da meditação, Osho é um dos pensadores mais respeitados dos nossos tempos. Assassinado por envenenamento em 1990 numa prisão americana, deixou mais de mil livros escritos, com tradução em mais de 70 idiomas. E o mais impressionante, nenhum dos seus livros foi escrito por ele e sim por pessoas que ouviam suas palestras e estudavam seus ensinamentos.
A filosofia de Osho abrange muitas questões morais e pode até ser entendida como auto-ajuda, porém, o respeito por sua obra é imenso pela profundidade de seus pensamentos e seriedade em que ele levava seus estudos.
Em seu livro "Aprendendo a silenciar a mente - um caminho para a paz, alegria e criatividade, ed. Sextante.", Osho ensinava às pessoas a importância de dominar a mente "tagarela" e o quanto isso poderia fazer diferença em nossas vidas:
"Ao comer, coma. Ao andar, ande. Não permita que a mente fique vagando pelo mundo.
As pessoas vivem adormecidas praticamente todo o tempo e aprenderam um truque: a fazer as coisas sem perturbar seu sono. Se você se tornar um pouco mais alerta, muitas vezes irá se surpreender fazendo coisas que nunca quis fazer, coisas das quais você sabe que irá se arrepender, coisas que você havia decidido, recentemente, nunca mais fazer. E muitas vezes você se ouvirá dizer: 'É, eu fiz isso, mas não sei como foi acontecer. Fiz isso contra minha própria vontade.'
Como você pode fazer algo contra sua própria vontade? Isso só é possível se você estiver dormindo. E você continuará dizendo que nunca quis isso, mas em algum lugar, lá no fundo, você deve ter tido um desejo.
Observe sua mente: na superfície ela diz algo, mas no fundo, ao mesmo tempo, está planejamento outra coisa. Fique um pouco mais alerta e não se deixe adormecer. Pare com esses truques. Seja sincero com sua mente e o controle que ela tem sobre você irá cessar."
Ao apresentar-se diante de uma plateiam, é preciso estar presente, é preciso fugir do passado e do futuro porque são coisas impalpáveis. O passado não pode ser mudado e o futuro ainda nem chegou, então, esteja aqui, agora, onde seu corpo está e com isso obterá sucesso.
Pode não parecer complicado, mas talvez essa seja uma das maiores dificuldades do ser humano, estar onde seu corpo está. A nossa mente não dá folga, o tempo todo estamos pensando "em outro lugar", que não aquele em que estamos de verdade.
Todas as artes orientais com suas técnicas de relaxamento - yoga, meditação - nos ensinam a prestar atenção no que estamos fazendo e a estarmos presentes onde nosso corpo está.
Filósofo, estudante da meditação, Osho é um dos pensadores mais respeitados dos nossos tempos. Assassinado por envenenamento em 1990 numa prisão americana, deixou mais de mil livros escritos, com tradução em mais de 70 idiomas. E o mais impressionante, nenhum dos seus livros foi escrito por ele e sim por pessoas que ouviam suas palestras e estudavam seus ensinamentos.
A filosofia de Osho abrange muitas questões morais e pode até ser entendida como auto-ajuda, porém, o respeito por sua obra é imenso pela profundidade de seus pensamentos e seriedade em que ele levava seus estudos.
Em seu livro "Aprendendo a silenciar a mente - um caminho para a paz, alegria e criatividade, ed. Sextante.", Osho ensinava às pessoas a importância de dominar a mente "tagarela" e o quanto isso poderia fazer diferença em nossas vidas:
"Ao comer, coma. Ao andar, ande. Não permita que a mente fique vagando pelo mundo.
As pessoas vivem adormecidas praticamente todo o tempo e aprenderam um truque: a fazer as coisas sem perturbar seu sono. Se você se tornar um pouco mais alerta, muitas vezes irá se surpreender fazendo coisas que nunca quis fazer, coisas das quais você sabe que irá se arrepender, coisas que você havia decidido, recentemente, nunca mais fazer. E muitas vezes você se ouvirá dizer: 'É, eu fiz isso, mas não sei como foi acontecer. Fiz isso contra minha própria vontade.'
Como você pode fazer algo contra sua própria vontade? Isso só é possível se você estiver dormindo. E você continuará dizendo que nunca quis isso, mas em algum lugar, lá no fundo, você deve ter tido um desejo.
Observe sua mente: na superfície ela diz algo, mas no fundo, ao mesmo tempo, está planejamento outra coisa. Fique um pouco mais alerta e não se deixe adormecer. Pare com esses truques. Seja sincero com sua mente e o controle que ela tem sobre você irá cessar."
Ao apresentar-se diante de uma plateiam, é preciso estar presente, é preciso fugir do passado e do futuro porque são coisas impalpáveis. O passado não pode ser mudado e o futuro ainda nem chegou, então, esteja aqui, agora, onde seu corpo está e com isso obterá sucesso.
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